Associação Portuguesa de Consumidores dos Media
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VII Ano – Nº 1 Janeiro 2014



BOAS FESTAS E BOM ANO

A ACMedia deseja aos seus associados um bom ano de 2014 e faz votos para que: os bons momentos sejam acolhidos com alegria e gratidão; os maus momentos sejam vividos com força e coragem; e que uns e outros nos façam crescer a todos em Sabedoria.


O ANO DE 2013

É um hábito salutar este de fazer uma avaliação do ano que terminou.

Já muitos jornalistas a fizeram e muito melhor do que eu, pois não sou jornalista. Igualmente a fizeram muitos sociólogos e estudiosos e eu não sou uma coisa nem outra. Nem sequer gosto de escrever.

Mas gosto e muito de estar atenta ao que me rodeia e de ir lendo e ouvindo as opiniões dos outros, e o que eu tenho verificado é que, na maioria dos casos, há uma atitude de grande pessimismo relativamente ao ano que terminou, chegando mesmo um conhecido jornalista a concluir que 2013 foi um ano que não existiu. Intuitivamente recusei tal conclusão, pois gosto muito de viver e eliminar assim, nem que seja um ano, é deitar fora 365 dias da nossa vida.

Então lancei-me à procura dos aspectos positivos que uma crise de que ninguém gosta e deseja pode ter e que não foram valorados, nesta sociedade onde tudo o que é importante é avaliado materialmente e, com grande espanto meu, encontrei logo três!

  • Em primeiro lugar, estamos mais ricos em fraternidade, isso mesmo, em fraternidade. Basta vermos como organizações confessionais e não confessionais, instituições públicas, e a sociedade civil conseguiram congregar esforços e vontades para acudir aos mais necessitados e como os portugueses corresponderam aos pedidos feitos e como conseguiram evitar, através da boa vontade e partilha, tantas situações de ruptura.

  • Em segundo lugar, estamos mais ricos em heróis. Segundo uma avaliação feita num jornal diário os novos heróis da crise são os nossos empresários sobretudo os que trabalham no sector das exportações. Foi o seu esforço e empenhamento que contribuíram para uma balança comercial, pela primeira vez desde há muitos anos, positiva (segundo estimativa do BdP para o ano de 2013).

  • Em terceiro lugar, apesar das causas que estão por detrás da emigração da nossa “massa cinzenta” e do sofrimento que isso implica, as condições em que ela acontece diferem em muito e para melhor do que aquela outra que ocorreu nos anos 50/60. Vai-se legalmente e não “a salto”, as condições remuneratórias são muito melhores do que as oferecidas no nosso país e quase sempre apresenta condições de enriquecimento profissional, havendo um reconhecimento internacional pela boa preparação que o nosso sistema de ensino superior dá. E se pensarmos bem, a mobilidade de pessoas na U.E. e os fenómenos de globalização, incitam à emigração mesmo sem crise.

Vale a pena pensar nisto e aprender com as lições que uma crise nos dá.

LVP      

NOTÍCIAS


Da ACMedia

• Na sequência da última Assembleia Geral da ACMedia houve alterações na composição da Direcção, de que vimos dar-vos conhecimento.
Direcção
José Maria Dias Miranda – Presidente

Maria Luiza Vaz Pinto _ Vice-presidente

António José Gaspar _ Vogal

Duarte Nuno Prazeres _ Vogal

Eduardo Arêde _ Vogal

Maria Fernanda Trigo _ Vogal

Mª Solange S. da Cunha _ Vogal


• Foi nomeado pela direcção, como representante da ACMedia na comissão especializada em matéria de publicidade do Conselho Nacional do Consumo, o Dr. Pedro Leão Trigo.

• A ACMedia recebeu vários convites ao longo do ano passado para integrar grupos de trabalho específicos e pontuais ou participar em iniciativas relacionadas com os meios de comunicação social. Destacamos dois pelo seu interesse para a nossa área de actividades:

– 7 Dias com os Media, operação de sensibilização para o papel e lugar que os media ocupam no nosso quotidiano e que decorreu de 1 a 8 de Maio, a que se segue o 2º Congresso Literacia, Media e Cidadania, a 10 e 11 de Maio.

– Reunião promovida pelo Gabinete dos Meios de Comunicação Social sobre o Livro Verde elaborado pela Comissão Europeia e que se intitula Preparação para o mundo audiovisual totalmente convergente: Crescimento, criação e valores, que tem como objectivo lançar o debate nos Estados membros sobre as implicações da fusão progressiva dos serviços de radiodifusão tradicionais com a Internet.

A ACMedia esteve representada nesta reunião, defendendo a salvaguarda de exclusão dos consumidores menos preparados para as novas tecnologias ou, no outro extremo, para uma má utilização de info incluídos, cuja falta de capacidade crítica (decorrente da idade ou do nível de conhecimentos) não permite beneficiar das vantagens da fusão.

• A direcção da ACMedia, reunida em 17.01.2014, aprovou por unanimidade um voto de pesar pelo recente falecimento da Sra. D. Maria Inês Nunes da Silva, dirigindo a toda a sua Família e em especial ao seu Marido, nosso sócio e dedicado colaborador Dr. Vasco Nunes da Silva os nossos sentidos pêsames.

 

DIVULGAÇÃO


Vale a pena ler

  • Exortação Apostólica “A Alegria do Evangelho” Documento do Papa Francisco, muito bem recebido por crentes e não crentes, pois faz uma abordagem muito boa a problemas de vária ordem que se põem às sociedades actuais (e não só)

  • Artigos do jornalista José Manuel Fernandes do Jornal “Público”, qualquer deles, pela isenção, serenidade, competência e objectividade com que trata os assuntos mais diversos, além de que são escritos em bom português. Ler o artigo publicado no dia 3 de Janeiro, pela esperança que transmite, o que cai muito bem no princípio de um novo ano.


Vale a pena ver

  • “A Gaiola Dourada”, filme que retrata com leveza e humor os problemas de uma família emigrante portuguesa. Tem um bom desempenho e dispõe bem. Já em vídeo.

    (a) Atenção à classificação etária


Dar voz aos que a não têm

Num país onde os idosos são cada vez mais numerosos, onde não têm força reivindicativa porque são considerados “um peso morto”, a ACMedia procura divulgar as notícias importantes que a eles se referem contribuindo assim para ajudar a dar voz aos que a não têm.

Sabe o que é a APRe!?

A APRe! –Associação Cívica de Aposentados , Pensionistas e Reformadas formou-se em Novembro de 2012 , na sequência do O E. para 2013 que descriminava negativamente este grupo social com o CES – Contribuição Extraordinária de Solidariedade.

Um grupo de reformados tomou verdadeira consciência de que este grupo social não tem voz e por isso fica completamente desprotegido, sobretudo em situações difíceis como a que vivemos.

A APRe! é uma associação transversal que atravessa toda a sociedade .É independente de partidos políticos e de sindicatos, laica e interclassista. Tem, portanto, associados de todos os quadrantes políticos o que a torna muito interessante e humana.

Para se conhecer melhor a APPRe! ou aderir a esta associação basta ir ao seu Blogue www.apre.blogspot.pt Lá encontra-se a ficha de adesão com todas as informações necessárias.

 

OPINIÃO


O In forma pretende ser um meio de contacto com os sócios, pensando sobretudo naqueles que por várias razões não têm acesso à Internet e, portanto, ao nosso site, e é feito para os sócios. Gostaríamos de completar esta perspectiva com uma outra que é o de passar a ser feito também pelos sócios.

Inicia-se neste 1º número de 2014 a secção OPINIÃO, onde serão apresentados artigos de associados, desde que se enquadrem no âmbito do nosso campo de actuação.

Os dois artigos que se seguem são da autoria de dois associados nossos, devidamente identificados.

A Verdade


Já muitos Filósofos e Pensadores elaboraram ao longo dos tempos sobre o tema da Verdade.

È sabido que muitas vezes, o que é verdade para uns não o é para outros e que, mais vezes ainda, não é fácil distinguir onde está, realmente, a verdade.

Contudo, o que frequentemente acontece nestes tempos complexos e difíceis é que um facto ou documento , claro, concreto, evidente sofre , na sua difusão, tratamentos ou comentários que procuram desvirtuar a sua génese ou conteúdo.

Vem isto a propósito do recente anuncio da descida da taxa do desemprego nuns poucos décimos de ponto. Embora reduzida, esta baixa quer dizer que alguns milhares de portugueses passarão a trabalhar e reganharão os seus meios de subsistência e a sua Dignidade.

Julgávamos que tal facto só poderia causar satisfação a qualquer pessoa bem formada. Mas enganámo-nos.

Assim, ao anúncio sucederam-se, com as mais diversas origens mas sempre com grande difusão na comunicação social, comentários negativos e depreciativos sobre tal facto dificilmente imagináveis.

Entende-se que seja uma forma de fazer oposição mas, na realidade, é a Verdade que sai gravemente mutilada!

RC