Começam a surgir iniciativas em vários países que são já a consequência de uma acumulação de erros e de abusos por parte de alguns
media, que assim acabaram por suscitar nos consumidores um sentimento de insatisfação e de revolta.
Atentos a estas alterações no comportamento da população de utentes, alguns governos apoiam acções cívicas que visem a melhoria dos serviços prestados pelos
media, quer naquilo que diz respeito ao rigor que deverá existir nos noticiários, quer na observância do que a lei determina quanto aos parâmetros de qualidade dos programas e também ao cumprimento do correcto exercício da publicidade.
A
Associação Portuguesa de Consumidores dos Media mantém-se convicta de que o melhor dos sistemas de regulação é o que é feito pelos cidadãos e que o fundamento para o êxito de uma co-regulação e de uma auto-regulação eficiente tem de ter a participação empenhada de profissionais competentes dos vários sectores da comunicação social.
Como a televisão é ainda o meio com maior impacto para uma quantidade significativa de consumidores, a
ACMedia entendeu proceder a uma monitorização sistematizada do projecto de Intervenção Cívica
«QUERO INTERVIR», que agora é anunciado e que resulta de um trabalho conjunto de várias instituições.
Este projecto consiste fundamentalmente na análise dos conteúdos de programas e na transmissão dos pareceres que os consumidores entendam fazer ao órgão de comunicação visado. Sabemos que cada reclamação fundamentada tem um tratamento adequado e que surte efeito.
QUERO INTERVIR, é mais do que uma iniciativa. É um imperativo de consciência, uma interpelação à capacidade interventora dos usuários dos meios de comunicação social. É também uma obrigação para que cada um de nós assuma as suas próprias responsabilidades.
QUERO INTERVIR
irá abranger todos os meios de comunicação social de uma forma gradual e progressiva. Consulte o site da ACMedia em
"Quero Intervir"
e utilize o sistema interactivo para exercer o seu direito.
Peça-nos mais informações sobre o projecto.
Com os melhores cumprimentos.
Nuno von Amann de Campos
Presidente