NOTA (BACKGROUND
BRIEFING)
SOBRE A PROTECÇÃO
DOS TELESPECTADORES DA EUROPA
RESPOSTA DA
EURALVA ÀS
PROPOSTAS DE
ALTERAÇÃO DA COMISSÃO EUROPEIA À
DIRECTIVA TELEVISÃO SEM
FRONTEIRAS
No fim deste ano, os telespectadores – e inúmeros outros espectadores online –
podem bem vir a ser introduzidos num mundo de exploração comercial e de privação
da informação.
As mudanças iminentes nos reguladores dos media decorrem das propostas da
Comissão Europeia de retirar as protecções da Directiva Televisão sem
Fronteiras.
Esta semana, num encontro em Lisboa, a EURALVA, que representa os interesses de
muitos milhares de ouvintes e telespectadores da UE, apelou para que se
mantenham as protecções existentes.
A Aliança salientou cinco áreas de preocupação.
-
A ausência de regras claras para identificar se um serviço de televisão
Europeu foi licenciado, bem como o regulador responsável.
-
A falta de normas claras quando um regulador estrangeiro pretende – como é
moda hoje em dia – devolver a regulação a um parceiro (stakeholder)
comercial.
-
A supressão dos requisitos para separar a promoção comercial dos programas,
permitindo concretamente – e pela primeira vez – a colocação de produtos (product
placement) em programas de televisão.
-
A inadequação da nova Directiva proposta para garantir a todos os
telespectadores o acesso a notícias breves sobre eventos de interesse
público, independentemente da organização que produziu a reportagem
original.
-
A falha em estabelecer regras claras através das quais um cidadão, que tenha
sido impugnado ou injustamente tratado numa reportagem no estrangeiro, possa
exercer o direito de resposta ou outra reparação semelhante.
Para tratar estas cinco áreas de preocupação a EURALVA solicita:
-
Um novo parágrafo no Preambulo da Directiva que especificamente exija a
coordenação pelos reguladores nacionais das protecções concedidas aos
telespectadores e aos utilizadores dos serviços audiovisuais.
-
Para além de pequenas correcções pontuais ao texto na nova Directiva
proposta, poderes acrescidos ao Comité de Contacto, que é formado pelos
Reguladores Nacionais dos 25 Estados Membros e Comissão da UE, para
coordenar as necessárias protecções.
Os membros da EURALVA seguirão estes temas pela via do Parlamento Europeu, da
Comissão Europeia e – através dos governos e das entidades reguladoras nacionais
– do Conselho de Ministros da UE.